Como Real Madrid e Manchester City usam IA, dados e inovação para dominar dentro e fora de campo

Como Real Madrid e Manchester City usam IA, dados e inovação para dominar dentro e fora de campo

    O futebol profissional entrou de vez na era dos dados. Hoje, sistemas de rastreamento, análise em tempo real, inteligência artificial e wearables já fazem parte da rotina do esporte de alto rendimento. A própria FIFA mantém um programa de qualidade para sistemas eletrônicos de performance e rastreamento, que começou com dispositivos wearables em 2017 e foi ampliado em 2019 para incluir testes de desempenho para tecnologias ópticas e vestíveis. A entidade também disponibiliza relatórios públicos com precisão de posicionamento e velocidade desses sistemas. 📊

    Na prática, isso significa que o jogo deixou de ser analisado apenas pelo olho humano. Empresas especializadas em dados esportivos, como a Stats Perform, trabalham com coleta e entrega de dados em tempo real, enriquecidos por visão computacional e inteligência artificial. A própria plataforma Opta Tracking descreve rastreamento em tempo real por computer vision, e o Opta Vision informa que captura dados dinâmicos de posicionamento de todos os 22 jogadores durante a partida. 🚀

    O Manchester City é um exemplo público desse movimento. Em 2022, o clube lançou o CITYPLAY em parceria com a Playermaker, um rastreador wearable usado na Academy para gerar insight e análise. O produto oferece dados personalizados, ajuda jogadores a entenderem seus pontos fortes e aspectos de melhoria e mede métricas como toque, velocidade, agilidade e outros indicadores de performance.

    O próprio clube também relatou, em seu relatório anual de 2023-24, que o CITYPLAY cresceu de forma relevante, vendendo dezenas de milhares de unidades e aparecendo em torneios e iniciativas globais. Isso mostra que a inovação no futebol não está restrita ao treino de elite: ela também se conecta com educação esportiva, desenvolvimento de talentos e experiência digital para públicos mais amplos.

    O Real Madrid segue uma lógica parecida de inovação, mas com foco forte em infraestrutura e experiência. Em junho de 2025, o clube renovou sua parceria com a Cisco e anunciou melhorias no Santiago Bernabéu e no Real Madrid City, incluindo um data center preparado para IA, rede Wi-Fi 7 e infraestrutura de 100 Gbps conectando o estádio ao centro de treinamento. A própria comunicação do clube destaca também a produção e distribuição em tempo real de conteúdo para mais de 2.500 telas no estádio.

    O ponto mais importante é que esses exemplos não falam apenas de futebol. Eles mostram uma mudança de mentalidade: performance baseada em dados, infraestrutura digital escalável e experiência do usuário como parte da estratégia. Em outras palavras, tecnologia deixou de ser apoio e passou a ser vantagem competitiva. Essa leitura é consistente com o que FIFA, Stats Perform, Manchester City e Real Madrid mostram em suas comunicações oficiais.

    Para empresas e empreendedores, a lição é direta: quem organiza dados, mede resultados e investe em tecnologia com visão de longo prazo toma decisões melhores e escala com mais segurança. O futebol apenas escancara, em alta velocidade, o que já vale para qualquer setor.

Conclusão

    Real Madrid e Manchester City não são apenas grandes clubes. Eles são exemplos de como o esporte de elite está sendo redesenhado por dados, rastreamento, conectividade e IA. O jogo mudou, e quem entender essa mudança sai na frente.

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